terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cotas raciais... Quem é o verdadeiro beneficiado?



Está correto afirmar que vivemos em um país miscigenado, a questão da raça sempre foi um fator duvidoso, não se tem nada definido de que cor é essa ou aquela pessoa. A chegada das ações afirmativas, o debate em torno da questão das cotas raciais tem ocupado interpretações boas e ruins.
Vista como uma medida tardiamente tomada, e que hoje fomenta mais preconceitos do que integrar algum setor da sociedade.
Hoje, poucos negros conseguem chegar ao ensino superior, e posso citar um exemplo: “Antes de 2004, quando as cotas foram estabelecidas na Universidade Federal da Bahia, apenas 4% dos alunos do curso de Medicina eram negros, enquanto que, no estado, 70% da população se declaravam negra. É uma exclusão que não se vê igual nem na África do Sul, durante o Apartheid”. Sabemos que a sociedade é dividida em classes e a diferença prevalece mais que a igualdade, como o Brasil optou por um sistema econômico altamente concentrador de renda. Sem reivindicar com isso, sem lutar pela igualdade de direitos e pelos direitos universais não há como construir uma sociedade mais igualitária e justa.
Embora a desigualdade educacional vista pelo ponto racial, até 1970 90% dos negros eram analfabetos, porque depois da abolição a escravidão, o Estado os abandonou, porém com os imigrantes o governo os acolheu de braços abertos. O país precisa dar um valor à diversidade étnica, a saída é a educação pública de qualidade e políticas temporárias de ações afirmativas, que diminuem a grande distância que ainda existe entre brancos e negros no país.
As políticas de cotas são umas manobras também tramadas, que valem como entorpecentes para o povo que vive uma falsidade social e moral.

TOP IDEIAS:

Danilo Araújo:
O Brasil não é um país economicamente homogêneo, mas a miscigenação cultural é inegável, (brancos, negros, índios, pardos etc.) formam um único povo. Somos um país de enorme desigualdade social, a qual historicamente privilegiou brancos em detrimento de negros. Contudo, a implantação de cotas raciais para o ingresso em universidades públicas não é uma medida correta, não se pode cometer um erro no presente: “dividir um povo em raças”, critério biologicamente inexistente, a fim de justificar erros do passado.

Isabel Fernandes:
Ações sociais são necessárias para a inclusão de negros, pardos e índios no ensino superior, porém, a mudança (ações afirmativas) tem de ser feita na educação de base. A questão não é somente reservar vagas pelo fenótipo do candidato, estes devem estar intelectualmente preparados para cursar uma faculdade, então não há de se pensar em cotas raciais. Se o governo quer corrigir a desigualdade social, que segregam negros e pardos, que procure dar a todos a mesma oportunidade, um ensino de base com qualidade.

Ricardo Ribeiro:
Discordo de tudo isso, de que o projeto de garantia de vagas para negros na Universidade dividem a sociedade brasileira.
Pergunto: A sociedade brasileira já não é dividida — para efeito de distribuição de direitos — em brancos e negros?
No Brasil, sempre quando se fala em beneficiar os mais injustiçados (pobres/negros), logo vêm os discursos de que devemos lutar para garantir direitos iguais para todos.
Isso comprova que o Brasil não é um país de todos. Os pobres não fazem parte do todo.
A política de cotas deve ser vista como um fruto dessa luta que, tem que continuar.
Os pobres (negros) não podem esperar!

Thiago pata de dragão (xD... Bagunçado com o cara... hehehe)
Sou completamente contra um sistema de cotas raciais, quando um governo adota este tipo de medida esta afirmando que alunos negros são mais burros que alunos brancos.
A cor da pele não pode significar privilégio nem a uma parte nem a outra, pois isso seria uma grande demonstração de racismo na sociedade brasileira.
A democracia prega a igualdade a todos e é isso que devemos considerar.

Cris Amaral:
Sou contra as cotas raciais, pois isto prejudica os outros alunos que não são negros e passaram no vestibular, mas não foram tão bem e perdem sua vaga devido à implantação de cotas. E só valem para os políticos que a apóiam.Isto é puro racismo é um modo de compensar os negros pelo o que seus antepassados sofreram com a escravidão.

TOP FAIL:

Guilherme Medeiros:
[...] Depois que mexi naquele fio, minha mãe pediu para que o usassem como cinto da calça, mas eu perguntei: “O fio não é para costurar a calça?”

Daniela Lúcio:
Harry Potter Sete é um filme muito bom, melhor que Crepúsculo... LIXO.

Mariana:
Para mim as cotas são um atestado de inferioridade.



FONTES: "opiniaoenoticia.com.br"

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